quarta-feira, 12 de julho de 2017

Maior mural de grafite do ES homenageia vítimas do abuso infantil

Foi inaugurado o Memorial Araceli, que conta com um mural de grafite com cerca de 1,4 mil metros quadrados e um grande jardim, no viaduto que também leva o nome da menina Araceli Cabrera Sánchez Crespo, brutalmente morta no dia 18 de maio de 1973.
No mural, também foi feita uma homenagem, com autorização da família, à menina Fabiane Isadora Claudino, de apenas 2 anos, violentada e morta pelo padrasto no último dia 18, data que ficou instituída como "Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes".
O prefeito Luciano Rezende falou sobre a intervenção artística. "É um ato de reflexão para que nós possamos espalhar a cultura da paz, do respeito e do convívio fraterno. Que Vitória possa ser uma luz no Brasil, na construção de uma sociedade justa, respeitosa, fraterna e solidária. O memorial vai sendo construído aos poucos por todos nós. Algumas novas intervenções ainda vão chegar para que este lugar possa ser um local de fortalecimento da cultura da paz".
Comentários: Qualquer manifestação de arte é importante, principalmente as que nos mostram realidades como a violência contra a criança. O mural de grafite não é só uma homenagem como também um alerta, violência infantil é muito comum no nosso país. 
Por: Luiza Santa Maria

Jovem faz grafite gigante no Rio para entrar no "Guiness"

A paulistana Luna Buschinelli de 19 anos, foi convidada a pintar o muro da escola Escola Municipal Rivadávia Corrêa, na Avenida Presidente Vargas localizada na cidade do Rio de Janeiro. O desenho pode ser ganhar o título de maior grafite do mundo.
Luna trabalhou das 8h às 18h para preencher o mural que é parte do projeto "Rio Big Walls" da secretaria municipal de cultura. 
Ela diz nunca ter feito curso de desenho e agora seus traços coloridos cobrem  2.500m² de parede da Rivadávia Corrêa. 
— A arte permite que cada um tenha a sua interpretação, sem certo ou errado.
Comentário: A jovem artista mostra ao mundo que no Brasil também existe arte. Representando o país e o sexo feminino, Luna conseguiu um grande feito, entrar para o livro dos recordes que muitos sonham. 
Feito por: Luiza Santa Maria

sábado, 13 de maio de 2017

STREET ART

O street art,ou arte urbana, são intervenções urbanas artísticas com temas variados como política, religião, protestos e problemas sociais.
É a forma como a sociedade mostra sentir-se em relação a tudo o que está à volta. É a linguagem da sociedade, uma das formas de comunicação dentro da sociedade.

Em março de 2009 o governo brasileiro aprovou a lei 706/07 que descriminaliza a arte de rua e sua legalização também é realizada pelo consentimento dos proprietários de muros e fachadas grafitadas. Isso se torna um reflexo da paisagem evoluindo em arte nas ruas brasileiras.

A representação dos negros nas artes brasileiras em geral (literatura, pintura, teatro, cinema, música popular, etc ) deixa muito a desejar. Um dos questionamentos mais freqüentes feitos pelos afro-brasileiros é que não são representados como personagens individualizados e profundos, mas apenas como arquétipos e estereótipos.


Observasse que a imagem do negro , muitas das vezes, é apresentada de maneira superficial, estereotipada, ou ainda, é pautada na depreciação, minimização ou negação existencial.
Falando sobre Arte no Espaço Público. No Brasil, temos muitos escritores de graffiti e artistas urbanos com muito talento, porém não temos muitas representações do negro na arte e nos muros públicos. Por isso gostaríamos de valorizar e divulgar dois artistas negros que retratam o negro e mostram em suas artes a voz e representatividade que precisamos.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Um pouco mais sobre...

O grafite é considerado como forma de manifestação artísticas em  espaços públicos. Popularmente: tipo de inscrição feita em paredes. Desde o Império Romano já se tem notícia dessa forma de manifestação. Na década de 1970, em Nova Iorque, jovens começaram a deixar suas marcas e que depois foram evoluindo com técnicas e desenhos.
Ligado a vários movimentos, em especial ao Hip Hop, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.
Reconhecidos entre os melhores estilos de todo o mundo, o grafite no Brasil chegou no final da década de 1970, em São Paulo.

Exemplo de poluição visual
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.

Grafite contra a Copa do Mundo de 2014 no Brasil

Principais termos e gírias utilizadas nessa arte;
Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
Tag: é a assinatura de grafiteiro.
Toy: é o grafiteiro iniciante.
Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.



Adaptado. -Isadora

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Parede que teve grafite apagado na Av. 23 de Maio amanhece com manchas coloridas


As marcas feitas em diferentes cores seriam um protesto contra a cruzada que o prefeito João Doria faz contra as pichações e alguns grafites na capital e lembram as manchas que já foram feitas em monumentos como a estátua de Borba Gato e o Monumento às Bandeiras.
As manchas apareceram em uma parede perto do Viaduto Tutoia, na Vila Mariana. Perto dali, foi preservada uma pintura do muralista Eduardo Kobra que faz referência à São Paulo antiga. No total, haviam sido pintados 15 mil metros quadrados de paredes com grafite nos últimos anos na avenida, fazendo da 23 de Maio o maior mural a céu aberto da América Latina.
Segundo a nova administração, os painéis de grafite pintados em 2015 na 23 de Maio e que estavam pichados foram retirados. O prefeito João Doria anunciou que a avenida terá oito espaços para os grafiteiros.
A estratégia causou protestos. Neste domingo (22), cerca de 40 manifestantes fizeram um ato na avenida a favor dos tradicionais grafites. O ato saiu da Praça da Bandeira, no Centro, e ocupou uma das faixas da pista sentido Aeroporto de Congonhas da 23 de Maio. Os manifestantes levavam faixas e filmavam os grafites que sobraram. Policiais militares acompanharam de perto o protesto, que terminou de forma pacífica no Parque do Ibirapuera.


COMENTÁRIO: Doria apagou um muro repleto de arte, isso é um desrespeito aos artistas não só de São Paulo mas sim do Brasil inteiro. Grafite é uma arte expressionista, não podem tirar isto de nós. 
Por: Luiza Santa Maria

Mural de Kobra na av. 23 de maio é completamente apagado pela prefeitura.



O painel do grafiteiro Eduardo Kobra na avenida 23 de Maio, na zona sul de São Paulo, foi completamente apagado neste sábado (28), e o muro ganhou a mesma cor cinza dos demais grafites apagados pela Prefeitura de São Paulo na ação “Cidade Linda”.




COMENTARIO: A arte foi apagada para dar espaço a tinta cinzenta que agora cobre o muro de uma Av. movimentada da cidade. A arte foi descartada como “sujeira” e tratada como vandalismo. –Barbara Scussel

Fonte: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/01/28/mural-de-kobra-na-23-de-maio-e-completamente-apagado-pela-prefeitura-de-sp.htm

segunda-feira, 27 de março de 2017

De Crime a Arte

No início da década de 1980,começaram a aparecer em muros de São Paulo.  

Desenhos de frangos assados, telefones e botas de salto fino foram alguns dos primeiros grafites feitos em espaços públicos da capital paulista


O autor era Alex Vallauri.
Na época, o grafite era considerado crime pela ditadura militar. "A própria ocupação da rua já era vista como um ato político", diz o sociólogo e curador de arte urbana Sérgio Miguel Franco. E nas obras de Alex Vallauri era possível entender o lado político do grafite:  Um dos seus primeiros desenhos foi o "Boca com Alfinete" (1973), uma referência à censura.

Os muros da capital foram recheados de araras e frangos, o slogan do movimento, que pediam Diretas Já no final da Ditadura.

Vallauri influenciou outros artistas a ocuparem as ruas da capital paulista e a data de sua morte - 27 de março de 1987 - é lembrada como o Dia do Grafite no Brasil.
O aniversário de 30 anos da data, em 2017, criou nos artistas a expectativa de que este seria um ano de valorização do trabalho que fazem na cidade.
No entanto, em 14 de janeiro, o novo prefeito da capital paulista, João Doria Jr. (PSDB), anunciou que seria apagados os painéis da avenida 23 de Maio, como parte do programa "São Paulo Cidade Linda".
A decisão provocou críticas dos artistas e dividiu opiniões entre especialistas em arte urbana.


COMENTÁRIO: O início do grafite brasileiro como uma crítica política foi uma maneira não violenta de protesto popular. Devemos prezar pela arte brasileira e não apagar ela.
Isadora D. Vaz