segunda-feira, 27 de março de 2017

De Crime a Arte

No início da década de 1980,começaram a aparecer em muros de São Paulo.  

Desenhos de frangos assados, telefones e botas de salto fino foram alguns dos primeiros grafites feitos em espaços públicos da capital paulista


O autor era Alex Vallauri.
Na época, o grafite era considerado crime pela ditadura militar. "A própria ocupação da rua já era vista como um ato político", diz o sociólogo e curador de arte urbana Sérgio Miguel Franco. E nas obras de Alex Vallauri era possível entender o lado político do grafite:  Um dos seus primeiros desenhos foi o "Boca com Alfinete" (1973), uma referência à censura.

Os muros da capital foram recheados de araras e frangos, o slogan do movimento, que pediam Diretas Já no final da Ditadura.

Vallauri influenciou outros artistas a ocuparem as ruas da capital paulista e a data de sua morte - 27 de março de 1987 - é lembrada como o Dia do Grafite no Brasil.
O aniversário de 30 anos da data, em 2017, criou nos artistas a expectativa de que este seria um ano de valorização do trabalho que fazem na cidade.
No entanto, em 14 de janeiro, o novo prefeito da capital paulista, João Doria Jr. (PSDB), anunciou que seria apagados os painéis da avenida 23 de Maio, como parte do programa "São Paulo Cidade Linda".
A decisão provocou críticas dos artistas e dividiu opiniões entre especialistas em arte urbana.


COMENTÁRIO: O início do grafite brasileiro como uma crítica política foi uma maneira não violenta de protesto popular. Devemos prezar pela arte brasileira e não apagar ela.
Isadora D. Vaz