sexta-feira, 7 de abril de 2017

Parede que teve grafite apagado na Av. 23 de Maio amanhece com manchas coloridas


As marcas feitas em diferentes cores seriam um protesto contra a cruzada que o prefeito João Doria faz contra as pichações e alguns grafites na capital e lembram as manchas que já foram feitas em monumentos como a estátua de Borba Gato e o Monumento às Bandeiras.
As manchas apareceram em uma parede perto do Viaduto Tutoia, na Vila Mariana. Perto dali, foi preservada uma pintura do muralista Eduardo Kobra que faz referência à São Paulo antiga. No total, haviam sido pintados 15 mil metros quadrados de paredes com grafite nos últimos anos na avenida, fazendo da 23 de Maio o maior mural a céu aberto da América Latina.
Segundo a nova administração, os painéis de grafite pintados em 2015 na 23 de Maio e que estavam pichados foram retirados. O prefeito João Doria anunciou que a avenida terá oito espaços para os grafiteiros.
A estratégia causou protestos. Neste domingo (22), cerca de 40 manifestantes fizeram um ato na avenida a favor dos tradicionais grafites. O ato saiu da Praça da Bandeira, no Centro, e ocupou uma das faixas da pista sentido Aeroporto de Congonhas da 23 de Maio. Os manifestantes levavam faixas e filmavam os grafites que sobraram. Policiais militares acompanharam de perto o protesto, que terminou de forma pacífica no Parque do Ibirapuera.


COMENTÁRIO: Doria apagou um muro repleto de arte, isso é um desrespeito aos artistas não só de São Paulo mas sim do Brasil inteiro. Grafite é uma arte expressionista, não podem tirar isto de nós. 
Por: Luiza Santa Maria

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